
CARTA ENVIADA AO AUTOMÓVEL CLUB DE PORTUGAL
Exmos Senhores,
Discordo frontalmente com a forma como o ACP tem abordado a questão dos radares em Lisboa.
No meu entender, a posição do Club não se deve centrar, demagogicamente, na crítica ao posicionamento dos radares e no excessivo valor das coimas, mas sim lutar para que sejam revistos os limites de velocidade.
O enfoque excessivo ao problema dos radares, transmite para o exterior a ideia de que o ACP está de acordo com que os automobilistas desrespeitem a lei.
Não misturemos pois as coisas:
As leis são para se cumprir.
Num Estado de direito, não é admissível que seja o cidadão a optar por quais as leis que vai cumprir e quais aquelas a que alegremente vai poder desrespeitar por as considerar irrelevantes.
As más leis devem ser mudadas
Todas as iniciativas que visem rever os limites de velocidade terão com certeza a minha total concordância (andar a 50 km/hora em certas vias da cidade é um pesadelo...)
Mas a Câmara, e de uma forma geral o Estado, tem todo o direito de fazer cumprir como entender as leis que faz. Mesmo as más!
Só assim um cidadão se pode sentir seguro e a salvo das leituras subjectivas que cada um pode fazer das leis.
Melhores cumprimentos
Óscar Carvalho
Sócio 20427
Discordo frontalmente com a forma como o ACP tem abordado a questão dos radares em Lisboa.
No meu entender, a posição do Club não se deve centrar, demagogicamente, na crítica ao posicionamento dos radares e no excessivo valor das coimas, mas sim lutar para que sejam revistos os limites de velocidade.
O enfoque excessivo ao problema dos radares, transmite para o exterior a ideia de que o ACP está de acordo com que os automobilistas desrespeitem a lei.
Não misturemos pois as coisas:
As leis são para se cumprir.
Num Estado de direito, não é admissível que seja o cidadão a optar por quais as leis que vai cumprir e quais aquelas a que alegremente vai poder desrespeitar por as considerar irrelevantes.
As más leis devem ser mudadas
Todas as iniciativas que visem rever os limites de velocidade terão com certeza a minha total concordância (andar a 50 km/hora em certas vias da cidade é um pesadelo...)
Mas a Câmara, e de uma forma geral o Estado, tem todo o direito de fazer cumprir como entender as leis que faz. Mesmo as más!
Só assim um cidadão se pode sentir seguro e a salvo das leituras subjectivas que cada um pode fazer das leis.
Melhores cumprimentos
Óscar Carvalho
Sócio 20427
Carta publicada na Revista ACP no mês de Outubro
5 comentários:
Um pesadelo.. eu diria até que é fastidioso.
Vá,descontando o facto de que o espaço percorrido durante o tempo de reacção até à travagem ser 20% maior, a distância de travagem ser o dobro, e o impacto no peão ser outro tanto, tal como a probabilidade de ele ficar gravemente arranhado.
E é esta constante inversão de prioridades na legislação (que deve proteger a parte mais fraca, não a mais forte), que eu considero ser uma gap civilizacional.
Na Holanda, a lei protege o ciclista e o peão em TODOS os casos, mesmo quando este é claramente o culpado.
Tenho que admitir que eu próprio ainda estou a meio deste caminho, ainda não cheguei à Holanda, mas em Portugal não estou de certeza.
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