Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Já se sabia...

Pacheco Pereira lamenta que os louros de uma eventual resolução do diferendo entre o Governo e os Professores possam ser creditados ao Partido Socialista.
Isto é: era preferível que não houvesse resolução ou, se ela existisse, que fosse inequivocamente imputável ao PSD.
É como quem diz, "estou-me nas tintas para a resolução dos problemas se não podermos capitalizá-la a nosso favor".
Ou: "quanto pior, melhor..."
Ou: "primeiro está o Partido, depois o País!"
Já sabíamos!
Adenda: Não entendo que, o que alinhava seja uma boa resolução para o país. Cedências ao soviete professoral são lamentáveis!

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Santa incoerência

Sobre o caso das escutas, Pacheco Pereira elenca cronológicamente todas as notícias a que um cidadão tem acesso e desvaloriza a ética inerente à sua divulgação a conta gotas e o crime da fuga de segredo de justiça, para relevar a oportunidade da discussão no plano político.
Foi este senhor que, quando o DN pôs a nu a inventona de Belém, disse que o que interessava discutir era a ética da divulgação e tudo o mais irrelevante.
Estamos elucidados sobre a coerência deste senhor.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

É só isso que tendes para dizer?

A comunicação social fez a apreciação do desempenho dos ministros do anterior governo.
As televisões foram particularmente sintéticas: A Ministra da Educação foi muito contestada por ter querido implementar uma avaliação de desempenho; O Ministro da Economia fez uns cornos em plena Assembleia; O Minisro da Indústria e Obras Públicas disse uma frase célebre: "Em Alcochete jamais".
Se não viram mais nada durante a vigência do Governo que mereça, positiva ou negativamente, ser referido, deviam ter vergonha na cara e devolver o salário que receberam nos últimos quatro anos.

Sábado, Outubro 17, 2009

O poeta, o filósofo e a contabilista

Quem percebe pouco de contabilidade, sente um compreensível fascínio por quem é capaz de lhe explicar a diferença entre débito e crédito, contas do activo e contas do passivo. Mas, esse fascínio é perigoso, porque fácilmente podemos inferir que o contabilista, em matéria de dinheiros, é detentor da verdade absoluta.
Quando a outra senhora fala de dívida pública, o poeta e o filósofo ficam ofuscados com o brilho de tamanha sapiência e tomam por excelentes todos os seus planos. (Um deles, o poeta, até acha que o povo é burro por não perceber que havia ali tamanha excelência).
Na vida prática, os contabilistas são úteis, mas não se lhes dê a responsabilidade do planeamento estratégico. Como diria alguém, os "contadores de feijões" servem apenas para contar feijões pois têm uma visão muito miudinha da vida, têm medo da própria sombra e são incapazes de projectar uma visão que seja motivadora.
O poeta e o filósofo fariam melhor em estudar contabilidade, pode ser que assim se tornassem mais razoáveis. (Duvido, mas enfim...)

Sábado, Outubro 03, 2009

Bem vindo Mr Chance

"A comunicação ao país" feita esta semana, recordou-me um filme "Being There" com a Shirley McLaine e Peter Sellers.
Mr. Chance (Peter Sellers) é um jardineiro, culturalmente limitado que debita conceitos apreendidos superficialmente através da televisão. Quando o patrão morre, ele sai de casa e recebe uma boleia de Eve (Shirley McLaine) que julga estar em presença de um intelectual e leva-o para casa, onde se torna conselheiro do marido, uma pessoa politicamente influente. As observações curtas de Chance são percebidas por todos como afirmações muito profundas.
Até um dia em que todos se apercebem que as banalidades que diz são de facto, apenas banalidades.
Não se esforcem os intelectuais em querer perceber na "comunicação" aquilo que lá não está. Estou convicto que se trata apenas de banalidades mal alinhavadas.

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

Dos "Suspeitos de Corrupção" ao "Votar ou Não Votar"

Insisto:
Embora não concorde, compreendo a posição de alguns amigos que acham que os actuais partidos políticos - passe o exagero- foram assaltados por oportunistas e corruptos.
E a solução -segundo eles - é não votar nos partidos políticos.
Se por acaso morarem em Oeiras, têm a oportunidade de castigar os partidos políticos, votando numa candidatura independente (e que, aliás, está à frente nas sondagens...).
Ah não querem?
Fico perplexo!

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Exmo.Sr. Dr. José Manuel Fernandes

Á atenção de V. Exa.:
Como deve ter tido conhecimento, o Sr Presidente ontem falou à nação e disse duas coisas que lhe devem interessar:
1 - O Palácio de Belém nunca esteve sob escuta de ninguém, pelo que V. Exa fazia bem em pedir desculpa aos leitores por escritos que insinuam o contrário
2 - As únicas pessoas que falam pelo Sr Presidente são, além dele próprio, os dois chefes das casas civil e militar. V.Exa fez mal em dar ouvidos a um assessor que se insinuou como tendo poderes para falar em nome do Presidente.

A missão impossível de JPP

Pacheco Pereira mantém aqui a tese da conspiração: há um objectivo hostil de colar o Presidente ao PSD e que agora há "necessidade de o PS responder a estas graves acusações do PR".
Que tal se o Presidente respondesse à grave acusação que o PS faz (de forma não explicita na intenção de "ajudar o Sr Presidente a terminar o seu mandato com dignidade") de o Presidente ter assobiado para o lado enquanto o PSD falava de um "caso de escutas"??
Pacheco Pereira! Não me tome por parvo...

Cavaco esclareceu!

Esclareceu sim senhor: passou as férias na sua casa Mariani a ler os diplomas que levou para estudar e nem sequer foi dar um mergulho à praia.
Como se pode comprovar, fez mal: a água este ano estava deliciosa.
Aliás, ao que me dizem, a água continua óptima, pelo que sugiro ao Presidente que meta umas férias e não chateie.

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Dos oportunistas ao "Votar ou não votar"

Respeito e compreendo a opinião de quem não vota, porque entende que todos os partidos foram assaltados por oportunistas. Mas não concordo com ela.
Em primeiro lugar, porque quando votamos estamos a escolher políticas e pessoas para as concretizar e não apenas as pessoas.
E a distinção é importante, porque, mesmo quando não percepcionamos diferenças no comportamento das pessoas dos diversos partidos, não podemos ficar indiferente às políticas que propôem.
Trocando por miúdos: Se o Engº Sócrates se tornasse secretário geral do PCP, eu não votava nele.
Em segundo lugar, porque é utópico pensar que é possível existirem partidos políticos sem oportunistas. Desde que cheira a poder, aí eles estão. Sei de uma história de alguém que se aproveitou do regime Salazarista, e, depois de Abril e um curto periodo de nojo, foi para Angola, inscreveu-se no MPLA e continuou a aproveitar-se como poude.
Tenho muitas dúvidas sobre o funcionamento das democracias, mas não preciso repetir aquilo que todos estamos fartos de ouvir.

Do Medina Carreira ao “Votar ou não Votar”

Gosto de ouvir o Dr.Medina Carreira, porque gosto que me dêem, com um mínimo de seriedade, outra visão da realidade, mesmo quando ela não é agradável.
No entanto, depois de ouvir o citado, angustiado pela catástrofe anunciada, ponho-me a imaginar o Que fazer, Como fazer, Quando fazer?
O Dr Medina Carreira do alto da sua posição de teórico decreta: cortar nas despesas correntes do Estado, reduzir o número de funcionários públicos, diminuir as regalias sociais, reduzir impostos, etc. etc.
Mas, na governação de um país (a menos que se siga a recomendação da Drª Manuela Ferreira Leite para congelar durante seis meses a democracia) há que atender a uma coisa simples e que se chama equilíbrio entre medidas impopulares e tranquilidade social.
Como todas as medidas preconizadas pelo Dr.Medina Carreira são impopulares, quando um Governo as toma elas deveriam ser patrioticamente apoiadas pela oposição em vez de serem demagogicamente aproveitadas (como tem acontecido...)
Por isso, quando olhamos para as reformas que ficam a meio, devemos deitar as culpas para a oposição e não para os governos.
Por isso voto no Governo! Para castigar a Oposição.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

Ironia das ironias: Cavaco coveiro do PSD.

Pacheco Pereira, num assomo de desespero, declara que se o Presidente não disser ao País aquilo que sabe, torna-se responsável pelos resultados eleitorais.
Claro que Pacheco Pereira sabe que Cavaco Silva não pode falar.
Claro que "aquilo" que o Presidente sabe só pode prejudicar, em primeiro lugar, ele próprio, e em segundo lugar o PSD.
Claro que este PSD está a desmoronar e é necessário, e urgente, encontrar outra gente que use um mínimo de ética na luta política, porque um dia o governo do país pode caír-lhe nas mãos.
É necessário, enfim refundar o PSD, criar o PSD-(R).
NOTA: Não vale a pena incomodarem-se a perguntar à Drª Manuela Ferreira Leite o que pensa disto, porque ela diria: "Respondo aquilo que eu sempre disse: este país enquanto estiver em asfixia democrática não vai para a frente!"

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

A verdadeira asfixia

Maria José Nogueira Pinto e Maria João Avillez na SIC tentam branquear o comportamento da Presidência da República e insistem na tese das alegadas escutas.
Maria João Avillez diz até desconhecer o que se passou com o Provedor do Publico.
Isto sim é asfixia. Muito pouco democrática aliás...

Caso da comprovada aliança entre o Público e a Presidência da República para prejudicar o Primeiro Ministro

Fernando Lima foi afastado.
Desculpem lá se ofendo alguém com as seguintes perguntas:
1 - O Presidente fica?
2 - Os leitores que têm vindo a ser sistemáticamente enganados, pelo Público com as suas omissões e distorções nos últimos dois anos, não têm direito a um pedido de desculpa?
3 - Vai o PS assobiar para o lado para não entalar mais o Presidente?
4 - A candidata do PSD vai continuar com a treta da "asfixia democrática" quando um jornal de referência se presta à mais torpe das manipulações?
5 - Os meus concidadãos, que mandam bocas foleiras sobre a honestidade do Primeiro Ministro, vão continuar convencidos daquilo em que acreditam, mesmo quando os factos os desmentem?

A designação que damos à coisa não é neutra!

Não sei o que é o "Caso das alegadas escutas".
Sei sim, que é o "Caso da comprovada aliança entre o Público e a Presidência da República para prejudicar o Primeiro Ministro"

Simpatia não merecida

Francisco Calamote, que não tenho o prazer de conhecer, tem tido a simpatia de classificar o PERPLEXO como um blog que vale a pena ler.
Sei, melhor que ninguém, (e sem falsas imodéstias) que a designação é imerecida, pelo pouco empenho que tenho posto na escrituração.
Mas, como todo elogio é um estímulo, vou procurar corresponder.
Obrigado.

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Claro que estou de acordo

Helena Garrido no Jornal Económico:
Onde estão os tempos em que todos clamavam por reformas estruturais? E em que todos criticavam o diálogo? Hoje ouvimos a líder de um dos mais importantes partidos do regime, o PSD, a afirmar que Portugal não precisa de reformas. E a dizer que a nova avaliação dos professores será concretizada em diálogo com eles.Quase cinco anos a fazer o que todos os economistas e políticos pediam foi o suficiente para perceber… porque não se tinham feito antes as tão exigidas reforma estruturais. Quase cinco anos a mudar estruturas contra a vontade das corporações foi o suficiente para… apelar ao diálogo, atitude tão criticada a António Guterres.

Já aqui referi, que numa sociedade como numa empresa, as mudanças difíceis não podem agradar a todos. Lamento, mas isso não acontece.
Queixamo-nos da despesa do Estado. Pela primeira vez um governo democrático quer reduzir despesas e d'aqui d'el Rey que nos estão a mexer nos nossos sagrados direitos. Porra!

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Há por aí alguém do PSD com olhos na cara?

para ver que a senhora Dr.ª Manuela Ferreira Leite não tem as aptidões necessárias para o cargo?
O debate com Paulo Portas foi confrangedor. Inteligentemente PP, quiz saber o que aconteceria ao defice se fosse reduzida a taxa social unica. MFL explicou: "Nada! A taxa social unica afecta a segurança Social".
- E então onde se iria buscar aquilo que se vai retirar à Segurança Social?
-"Ao orçamento do Estado!" Mas não faz mal porque a União Europeia já não se importa com o défice!. .. Além disso, isto facilitava a vida às empresas, logo mais emprego, logo mais actividade económica, logo menos défice...
Onde estão contas? A senhora não é economista? Tirem-na já deste filme!

Segunda-feira, Setembro 07, 2009

Estranho compromisso com a verdade - 2

Transcrevo de memória, procurando com total honestidade reproduzir fielmente o diálogo.
Jornalista: Há asfixia democrática na Madeira?
MFL: Não. Há uma legitimação pelo voto!
Joranalista: Então o Engº Sócrates não está legitimado pelo voto?
MFL: Está, mas é diferente. Eu vivo no Continente e vejo o medo que as pessoas, jornalistas, empresários têm de expressar a sua opinião com medo das represálias do governo.

Estranho compromisso com a Verdade

A Drª Manuela Ferreira Leite insiste:
"Não interessa se o Engº Sócrates esteve por trás, ou não, da demissão forçada de Manuela Moura Guedes. O que é grave é que existe um sentimento generalizado que isso pode ter acontecido"
É como quem diz:
"Estou-me nas tintas para a verdade, dá muito mais jeito a percepção, mesmo distorcida da realidade!"

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

SIC NOTÍCIAS -3

Mário Crespo sibilinamente vai mostrando o seu choque e pavor pela alegada "escuta" do Governo à Presidência da República. Não terá medo de fazer estas insinuações? Ou não ouviu ontem MFL afirmar que estamos em situação de asfixia democrática e que todos estamos cheios de medo do governo?

SIC NOTÍCIAS - 2

Mário Crespo deseja boa sorte a Rui Rio na sua campanha para a Câmara Municipal do Porto. A isenção deste jornalista comove-me.

SIC NOTÌCIAS - 1

Jirnal das 9.00.
Dr Mota Pinto, acha que o desempenho económico de Portugal é péssimo - a receita do Estado desceu 20% - e isso deve-se a que a consolidação orçamental se fez pelo lado da receita e não pelo lado da despesa.
O argumento é recorrente e muito bera.
Mas nunca ouvi ninguém do PSD sugerir um corte nas despesas do Estado, antes pelo contrário sempre alinharam ao lado de tudo o que era reinvindicação.
A política de Verdade apregoada pela MFL não deveria obrigar o Dr Mota Pinto a dizer qual a rubrica da despesa publica que devia ser cortada? Vencimento dos funcionários públicos? Sistema Nacional de Saúde? Forças Armadas? etc etc...

Sexta-feira, Agosto 07, 2009

Votar em branco é desertar

Conheço pessoas isentas, cultas, inteligentes que estão cansadas dos partidos políticos. E, ou não votam, ou votam em branco.
Têm boas razões para isso: muitos dos militantes partidários que se apresentam como candidatos a cargos públicos fazem-no por interesse pessoal, às vezes apenas ansiando protagonismo, outras estratégicamente posicionando-se para posteriores voos mais altos. Muitos são culturalmente fraquinhos, profissionalmente ninguém vislumbrou o que andaram a fazer antes de aparecerem. Foram criados nas "jotas" - fazem-me lembrar os nonameboys ou a juveleo - e a razão da sua existência é dizer sempre mal do "outro".
Os aparelhos partidários são assim. Ponto final.
Mas não adianta sonhar que é possível virar isto do avesso. Numa re-leitura de "Os Maias" encantei-me com um dos personagens que diz: "o que há a fazer, é meter o Rei, os ministros e os deputados num navio, mandá-los para o Brasil e arranjar espaço para que as pessoas honradas e sabedoras tomem conta da nação!"
Vários anos depois, o Rei já se foi embora, os Ministros e Deputados já mudaram muitas vezes e o estado da Nação ainda é lastimável e há quem continue a ansiar por uma purga milagrosa: meter o Primeiro Ministo, os Ministros e os Deputados num navio e mandá-los todos para o Brasil, dando espaço a um D. Sebastião que nos há-de conduzir à grandeza que merecemos.
Porque "Votar em branco", ou "Não votar" é isto que significa: "Os senhores saiam que não gostamos de nenhum!"
Que fazem para arranjar outros? (Certo! É mais cómodo dizer que não gosto de nenhum destes...)
Que fazem para moralizar os partidos existentes? (Certo! Inscrever-me num partido, ir à luta lá dentro, moralizando, expurgando os oportunistas dá um trabalho do caraças!)

Pessoalmente nunca me filiei partidáriamente.
Por isso não me sinto com autoridade moral para tomar a atitude de não votar! A escolha é a possível.

Sexta-feira, Julho 17, 2009

O Presidente da CAP

Diz o clarividente presidente da CAP:
“Nos últimos 3 anos o governo podia e devia ter feito muito mais pelo crescimento do País. Enquanto Espanha, neste últimos anos teve uma economia a crescer de forma significativa, Portugal teve crescimentos tímidos”
“Se o tivesse feito, hoje estaríamos mais preparados para a crise e a quebra prevista de menos 3,6% no PIB para este ano não seria tão grande”

E não há um jornalista que lhe peça para explicar como é que ele encaixa nesta lógica a redução de 4,5% prevista para o PIB de Espanha?

Quarta-feira, Julho 08, 2009

"Não querem trabalhar!"

Sempre achei insuportável o cliché: "não querem é trabalhar". Porque já vi situações dramáticas de quem aceita fazer qualquer coisa em troca de meia dúzia de euros para alimentar os filhos.
Mas eis-me perante alguns factos que me perturbam!
No centro de emprego, alguém procura jovens para trabalhar temporarariamente durante os meses de férias. Diz a simpática funcionária: "Em Julho? nem pense que vai arranjar alguém...Os jovens nesta altura querem é férias!"
De repente, sinto que fui indelicado quando desmenti o dono do café da esquina, que anda há 3 meses à procura de um empregado, quando me disse: "Desemprego? Olhe, ninguém quer é trabalhar!"

Segunda-feira, Julho 06, 2009

As PMEs e a saída da Crise - 2

Talvez valha a pena ler isto: "Small Businesses Might Not Be the Key to Economic Recovery"

Domingo, Julho 05, 2009

As PMEs e a saída da Crise - 1

É certo que as PMEs portuguesas dão emprego a muita gente, mas a grande maioria delas tem uma dimensão demasiado pequena para poderem actuar com eficácia em mercados internacionais.
Este problema não é resolúvel a curto prazo façam lá o que fizerem.

A demagogia chama-se apoio às PMEs

Tem vindo o PSD a defender o apoio às pequenas e médias empresas em alternativa aos grandes investimentos públicos.
Que eu saiba nunca vi explicitado como este apoio se deveria concretizar.
Classificação desta Proposta: Demagogia XXL.

O CDS tem sido um pouco mais concreto, defendendo, primeiro, que os pagamentos do IVA sejam feitos no momento do recebimento e não no momento da facturação, e, segundo, que o governo acabe com os pagamentos especiais por conta.
Do ponto de vista das empresas estas medidas podem ter algum significado, mas a eficácia da proposta será sempre limitada a algumas empresas.
É que não há PME que se preze que não tenha uma contabilidade paralela. Para elas a medida seria sempre marginal e o Estado teria um diferimento nos recebimentos, gravoso na situação actual.
Há até muita empresa que pura e simplesmente foge ao IVA, não o pagando a fornecedores e não o recebendo dos Clientes. Portanto a medida para estes vale zero. (Lamento desiludir muita gente, mas a fuga ao fisco diminuiu, está mais difícil, mas não acabou).
Classificação desta Proposta: Demagogia L.

O Governo, não quiz ficar atrás e agora propõe um programa para apoio à internacionalização. Não sei o que está concretamente previsto, até pode ser uma proposta melhor que as outras, mas eu preferia que não tivesse sido feitas, pois devem estar a preparar-se as criticas do costume: "Foi por o Eng.º Sócrates ser arrogante e teimoso que não deu razão ao PSD, que anda há séculos a clamar pela importância das PMEs para a saída da crise..."
Classificação desta Proposta: Demagogia M.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Arre que é burra!

Sei que devia ser mais polido com uma senhora, mas confesso que me estou a passar!
Diz MFL que é sempre um disparate uma empresa (neste caso a PT) entrar num negócio que não conhece (neste caso a TVI).
Suponho que esteja a querer dizer que uma estação de televisão (produtora de conteúdos) está fora do "core-business" da PT (distribuidora de conteúdos).
Esta senhora tem um curso de economia que não lhe deve ter servido de muito.