quarta-feira, março 12, 2008




Capitalismo sim, mas de preferência sem concorrência

Andam por aí uns senhores que acham que o Estado interfere demasiado no mercado. Mas depois queixam-se se o Estado não os protege da concorrência. Confesso que não consigo entender a lógica subjacente.
Claro que a divisão do mercado existente em Portugal por mais um canal, vai tornar a vida muito difícil aos existentes. Mas também o novo "player" não tem a vida fácil, pois vai ter que conquistar o seu lugar, descobrindo uma "oferta de valor" que alicie os seus clientes. Isto chama-se actuar em livre concorrência.
Se estes senhores conseguirem impedir o Governo de abrir mais uma licença, exijo para a minha actividade a mesma protecção: a vida está difícil os clientes não abundam e não há lugar para mais consultores.
Salazar descobriu "o condicionamento industrial", que protejeu uns quantos industriais que, por isso mesmo, nunca sentiram a necessidade de se modernizar.
Dir-se-á: A televisão é um produto diferente.
Pergunto eu: Pois é. E então? Onde é que as diferenças interferem na luta concorrencial?


1 comentário:

Miguel Carvalho disse...

A questão é se faz sentido abrir as TVs abertas ao mercado livre.